Uma Das Inovações Europeias No Domínio Da Energia: Ondas

A energia das ondas tem um enorme potencial, já que 75% da superfície terrestre está coberta por água. O arquipélago britânico chamado ilhas Órcadas foi o local escolhido para testar um protótipo chamado Pinguim.

"Quando a onda passa, o casco, que é assimétrico, começa a rodar. Dentro do casco, há uma massa excêntrica que segue o movimento do casco. O movimento é reforçado por um gerador que também roda. O movimento das ondas converte-se numa rotação contínua dentro do Pinguim", explicou Timo Lotti, engenheiro eletrotécnico, da Wello Oy.

O protótipo foi instalado em 2017, a cinquenta metros de profundidade. "No último inverno, as ondas chegaram aos 18 metros. E durante períodos longos chegaram aos dez metros, mas, o sistema funcionou bem", contou David Cousins, engenheiro de controlo.

Através de cabos submarinos a energia é encaminhada para a estação e é armazenada para mais tarde ser distribuída pela rede elétrica local.

"Este sítio suporta uma produção de eletricidade de sete megawatts. Cada cabo suporta um megawatt. Além disso, a equipa que desenvolveu o protótipo gerou receitas com a quantidade de eletricidade produzida durante o período de testes", contou Lisa Mackenzie, gestora comercial do Centro Europeu de Energia Marinha.

O sistema é gerido a partir do laboratório de uma universidade local. Graças à fibra ótica, o Pinguim envia os dados aos engenheiros que controlam o sistema.

"Temos provavelmente 40 ou 50 instrumentos no Pinguim que nos permitem fazer medidas rapidamente. Temos acesso às informações de controle e recebemos dados. Temos por exemplo, acelerometros que nos dão informações sobre o comportamento do casco, nomeadamente, as acelerações e a direção", explicou David Cousins.

Os investigadores garantem que o Pinguim vai mudar de forma significativa o mercado da energia ondomotriz que, segundo as estimativas, vale 74 mil milhões de euros.

"Quando todas as fontes de energia e todas as tecnologias funcionarem de forma plena, penso que a Europa e o mundo vão ser muito diferentes", sublinhou Timo Lotti.

O projeto é financiado pelo Conselho Europeu de Inovação, que tem como objetivo estimular o desenvolvimento de projetos inovadores na União Europeia.

Apesar de a inovação permitir enormes ganhos de produtividade, as empresas europeias gastam menos em Investigação e Desenvolvimento do que outros países.

Se o nível de inovação no mercado europeu fosse idêntico ao dos Estados Unidos, poderiam ser criados um milhão de empregos na União Europeia. Para atingir esse objetivo, o Conselho Europeu de Inovação investe 2,7 mil milhões de euros em projetos inovadores em várias áreas.

Fonte: EuroNews





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