Uma Das Inovações Europeias No Domínio Da Energia: Biomassa

Uma central na Suécia utiliza lascas de madeira como biomassa. Todos os anos, são usadas cem mil toneladas de lascas de madeira para produzir energia. Uma tecnologia inovadora está a ser testada para melhorar a eficiência e a competitividade do setor.

A central elétrica sueca usa lascas para fornecer aquecimento e água quente a vinte mil habitantes. O uso de lascas de madeira é interessante mas requer uma técnica específica porque as lascas de madeira são provenientes de várias fontes. A qualidade é desigual e, por vezes, as lascas têm pouco valor energético, estão molhadas ou sujas.

"É um exemplo dos problemas que enfrentamos habitualmente. Temos aqui as cinzas que ficam após a combustão, estão sujas, contêm areia ou pedras. Essas cinzas convertem-se numa espécie de vidro que pode perturbar o funcionamento de todo o sistema. O que nos obriga a fazer trabalhos de manutenção dispendiosos e pode mesmo levar-nos a interromper a nossa produção de energia porque somos obrigados a parar as atividades de combustão para limpar a caldeira", explicou Tommy Kindblom, gestor da empresa Norrtalje Energi, na Suécia.

Para melhorar o sistema, os investigadores europeus instalaram um analisador de biocombustível. Basta um minuto para estimar a humidade, a percentagem de cinzas, o valor energético e a quantidade areia ou pedra presente nas lascas. Num laboratório seriam precisos vários dias para avaliar toda a informação.

"É antes de mais uma questão econômica. Com a nossa tecnologia, podemos ver a qualidade do biocombustível e a qualidade tem um preço. É também uma questão ambiental porque temos menos emissões e menos cinzas se usarmos um biocombustível de qualidade. E há menos trabalho de manutenção, se tivermos menos pedras, menos areia e menos sujidade na caldeira. E há menos estragos", contou Karl Wejke, gestor de vendas da empresa Mantex.

Um dos maiores desafios para os investigadores foi calibrar as lascas de madeira para que o analisador pudesse fornecer dados exatos e fiáveis. Para identificar os diferentes materiais, o sistema recorre aos feixes de raio-X.

"Os resíduos de madeira podem ser muito complexos. Há resíduos que parecem lascas outros que são como pó. É complicado calibrar o sistema porque os materiais podem ser muito diferentes uns dos outros. Este laboratório permite-nos obter as amostras adequadas e calibrar o sistema", explicou Ralf Torgrip, químico da Mantex.

De acordo com os investigadores, o próximo passo é instalar a tecnologia num tapete rolante para poder analisar grandes volumes de biomassa. A redução dos custos operacionais da tecnologia permitiria uma redução do preço da energia.

"O analisador pode ajudar-nos a poupar entre 100 mil e 150 mil euros por ano. Seríamos capazes de produzir mais energia e reduzir o trabalho de manutenção", referiu Tommy Kindblom.

A tecnologia desenvolvida pelos investigadores europeus poderá ser aplicada a outras matérias-primas usadas como biomassa como as cascas ou a palha.

Fonte: EuroNews





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